SINOPSE“Uma leitura essencial. O estudo mais esclarecedor que conheço sobre este tema. Traz observações profundas sobre a militância islâmica.”
Noam Chomsky
“Esse jornalista jovem e entusiasta produziu uma importante contribuição à literatura crescente sobre a Al-Qaeda.”
The Washington Post
O Ocidente aprendeu a enxergar a Al-Qaeda como um grupo terrorista liderado por Osama bin Laden, escondido em cavernas e planejando ataques espetaculares contra seus inimigos. De acordo com essa imagem, a Al-Qaeda seria formada por militantes e ativistas interconectados e espalhados pelo mundo, obedecendo a uma rígida e centralizada liderança hierárquica. Em Al-Qaeda: A verdadeira história do radicalismo islâmico, Jason Burke procura derrubar esse mito.
O premiado repórter do periódico inglês Observer afirma que a visão comum dos ocidentais sobre a organização é equivocada – a realidade atual é bem mais complexa e perigosa. Burke mostra que a Al-Qaeda com uma liderança centralizada existiu apenas entre 1996 e 2001, quando um pequeno grupo de militantes experientes, oriundos da guerra contra os soviéticos no Afeganistão, era capaz de acessar recursos em uma escala desconhecida até então dos islâmicos radicais. Essa Al-Qaeda recebia outros militantes de vários lugares do planeta em busca de treinamento, de um local seguro para desenvolver suas ambições ou simplesmente de alguém que pudesse financiar e assessorar algum plano terrorista próprio.
O autor demonstra, no entanto, que tal modelo deixou de existir após o 11 de Setembro, por causa da retaliação norte-americana ao ataque do World Trade Center. O envolvimento de Bin Laden diminuiu, bem como o papel dos ativistas mais experientes treinados nos campos afegãos. Na nova configuração da Al-Qaeda, predomina uma militância em que grupos autônomos realizam operações independentes de uma autoridade central, como no caso dos atentados em Madri e no Iraque. O futuro do terrorismo islâmico é outro, defende o autor: ele se espalha de forma rápida e profundamente desorganizada, daí a guerra contra o terrorismo se mostrar cada vez mais ineficaz. Nesse sentido, capturar Bin Laden, não seria o suficiente para conter o terror.
Segundo o autor, a Al-Qaeda se caracteriza agora por uma máxima, um preceito, uma visão de mundo. O núcleo fundador se fragmentou e a rede que mantinha as ações conectadas às vontades dos lideres se rompeu. Tudo o que restaria agora é uma idéia de Al-Qaeda, a sua versão mais perigosa e mais difícil de ser combatida.
Neste livro de estréia, Burke concilia uma apuração criteriosa de dados jornalísticos com um texto fluido e envolvente, quase literário na descrição das pessoas e paisagens que encontrou ao longo do trabalho.
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